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sábado, 1 de dezembro de 2007

A viagem

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O navio zarpa para os infinitos, meus olhos vão com ele.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Exibicionismo alado

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Não tem jeito, estou igual àquelas personagens do Hitchcock, cercadas de pássaros por todos os lados. Outro dia mesmo fui ao final do Leblon fotografar umas ondas (vocês já perceberam que sou viciado em ondas...) para aproveitar uma segunda-feira de folga. Vento médio, bastante espuma, uns respingos mais fortes, sentei no muro de pedra que avança para o mar e ali me quedei a apreciar a força da natureza. Ao chegar em casa e passar as imagens para o computador, dei de cara com esse (ou essa) intruso, que atravessou na frente da onda exatamente na hora em que eu fotografava. Exibicionismo alado, essa é novidade para mim!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Senhora dos Afogados

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Com os pés atolados na areia molhada, o frio da água a subir-me pelas canelas, ainda assim não duvido: o mar me acalma. É questão antiga, que de há muito alaga meu coração dividido entre as serras mineiras e a languidez copacabanense. Sinto-me em casa no mato, caminho sem medo pelas trilhas seja de dia ou à noite, mas realmente nada se compara ao rumor do mar quando se trata de acalmar ânsias e desvarios. A miríade de cores que o oceano proporciona é simplesmente infinita: azuis, verdes, cinzas e transparências sem fim, conforme pude comprovar em mares do Caribe, travessias do Atlântico, bordas do Mediterrâneo e na maravilhosa costa brasileira de norte a sul.
O mais interessante é que este espírito contemplativo que se instala em minha alma se dá diante de algo em perpétuo movimento. Há nas marés algo que me carrega para o fundo e lá me deixa em sossego, ainda que na superfície as ondas derrubem calçadas, seqüestrem areias e afundem barcos. No embate entre o mar e a terra, estou sempre torcendo por ele, e é difícil ocultar meu regozijo quando uma onda maior se arrebenta contra a calçada e varre a imundície das ruas em água salgada.
Ou seja, a ressaca se sobrepõe à calmaria, o vendaval ao sossego, as marés brabas ao baixa-mar. Esta foto, feita na parte final do Leblon, é minha companheira, padroeira, Santa Bárbara dos Afogados. Tem piedade de mim!