sábado, 7 de junho de 2008

Maré, Maré

Cheguei ontem às franjas do Complexo da Maré.
A apenas duas quadras da Avenida Brasil.
Meu olhar intelectualizado-burguês se aprofunda pela rua que leva ao coração do Complexo.
Começo a conhecer o Rio que me falta.

Contraste

De um lado o psicodélico trato de um software de ponta.
Do outro, a crueza em preto e branco do tráfego ensandecido.
Haverá um ponto de contato entre ambos?

Guerreira

Essa poltrona devia (deve) ser realmente maravilhosa. Tanto que seu dono a usou até praticamente a destruição completa. Minha homenagem aos móveis do anos 80 – eles estavam preocupados com nosso conforto.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

RESPONDA RÁPIDO

Onde você estava em 29 de junho de 1958?

Se você ainda não tinha nascido, não sabe o que perdeu.

Eu estava agarrado ao enorme rádio de meu avô, os dois de pijama, fazia um certo frio naquele inverno carioca. Eram três da tarde em Estocolmo, dez da manhã no Rio de Janeiro, e a seleção canarinho – vestida de azul... – adentrava o gramado na Suécia para disputar a final da Copa contra os donos da casa. E quando o jogo começou... a transmissão de Oduvaldo Cozzi foi para o espaço.

- Vai ser dada a partida para o jogo decisivo que soskmwebnystgfahsjsdjdjhdghhjhjkk....

Era um suplício, o som ia e vinha e apenas pescávamos pedaços do que estava acontecendo. Quando entendemos alguma coisa, já estava 1 a 0 para os suecos! O resto da história todo mundo sabe, e sabendo ou não, é impossível deixar de ver o emocionante documentário “1958- O ano em que o mundo descobriu o Brasil”, dirigido pelo múltiplo José Carlos Asbeg. O Zé foi à Suécia e achou os sobreviventes daquela final.
Nos 50 anos do título que tirou o complexo de cachorro vira-lata dos brasileiros, nada como lembrar a maior seleção de todos os tempos. Confira o trailer!


terça-feira, 3 de junho de 2008

Cadeiras-moléculas


Estou tomando um remédio para a hipertensão que me deixa para lá de Bredegondes, se é que esse lugar existe. Resultado: de vez em quando eu fico vendo coisas que estão lá mas não são bem assim, deu para entender? Um exemplo: as cadeiras de uma sala de convenção. De repente, elas ficaram parecendo um bando de extraterrestres, uma sucessão de lápides, um convescote de moléculas, um cenário de peça infantil... Ainda bem que eu fotografei tudo para vocês não acharem que estou ficando, finalmente, doido. É só o remédio, gente!

Cadeiras-extraterrestres

Chair-T phone home...

Cadeiras-lápides

Brrrrrrrrr...